quinta-feira, 11 de abril de 2013

A Doutrina da Salvação - 37.

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Exigência da fé para a Salvação.
Junto com a exigência do arrependimento dos pecados para a salvação, vem a fé em Cristo. A fé é elemento essencial na salvação cristã. É por meio dela que a graça divina opera em nós. É pela fé em Cristo que somos salvos. (Confira em Atos 16.31: “ Eles responderam: —Creia no Senhor Jesus e você será salvo—você e as pessoas da sua casa” - NTLH); em Efésios 2.8: “Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus” -NTLH); e em Romanos 5.1: “Agora que fomos aceitos por Deus pela nossa fé nele, temos paz com Ele por meio do nosso Senhor Jesus Cristo.” - NTLH).
Também é mediante a fé que recebemos o Espírito Santo. (Confira em Gálatas 3.5,14: “ Será que, quando Deus dá o seu Espírito e faz milagres entre vocês, é porque vocês fazem o que a lei manda? Não será que é porque vocês ouvem a mensagem e creem nela? Cristo fez isso para que a bênção que Deus prometeu a Abraão seja dada, por meio de Cristo Jesus, aos não-judeus e para que todos nós recebamos por meio da fé o Espírito que Deus prometeu.” - NTLH);
E, ainda pela fé, somos santificados. Confira em Atos 26.18: “ Você vai abrir os olhos deles a fim de que eles saiam da escuridão para a luz e do poder de satanás para Deus. Então, por meio da fé em Mim, eles serão perdoados dos seus pecados e passarão a ser parte do povo escolhido de Deus” - NTLH);
também pela fé, somos preservados na salvação. Confira em 1 Pedro 1.5: “ Essas bênçãos são para vocês que, por meio da fé, são guardados pelo poder de Deus para a salvação que está pronta para ser revelada no fim dos tempos.” - NTLH; em Romanos 11.20: “Bem! Pela sua incredulidade, foram quebrados; tu, porém, mediante a fé, estás firme. Não te ensoberbeças, mas teme”; em 2 Coríntios 1.24: “Não estamos querendo mandar na sua fé, pois vocês estão firmes na fé. Pelo contrário, queremos trabalhar com vocês para que vocês sejam mais felizes ainda” - NTLH; e em 1 João 5.4: “ porque todo filho de Deus pode vencer o mundo. Assim, com a nossa fé conseguimos a vitória sobre o mundo”- NTLH.
O justo viverá por fé. Veja em Romanos 1.17: “Pois o evangelho mostra como é que Deus nos aceita: é por meio da fé, do começo ao fim. Como dizem as Escrituras Sagradas: “Viverá aquele que, por meio da fé, é aceito por Deus” - NTLH.
Jesus ensinou que todas as suas realizações espirituais estão fundamentadas na fé. Ele disse que tudo é possível ao que crê (Marcos 9.23). Paulo resume sua exortação aos cristãos da Galácia, dizendo que “em Cristo Jesus nem a circuncisão nem a incircuncisão vale coisa alguma; mas sim a fé que opera pelo amor” (Gálatas 5.6). Assim, além do Arrependimento dos pecados a fé é fundamental para a nossa salvação.
Viva Jesus!
Deus lhe abençoe!

quarta-feira, 27 de março de 2013

A Doutrina da Salvação - 36.

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A Justificação.
A Justificação é um ato judicial de Deus. Ela ocorre diante do Tribunal Divino e não na alma do homem, como acontece com a regeneração. A Regeneração e a Justificação devem ser estudadas juntas, porque acontecem ao mesmo tempo. Quando Deus, mediante o Seu Espírito regenera uma pessoa, Ele também a justifica declarando-a justa e livre do castigo do seu pecado. Além disso, Deus trata da pessoa como se nunca tivesse pecado.
A justificação significa que o pecador foi julgado em Cristo, está perdoado, é aceito como justo diante de Deus, e fica absolvido da condenação eterna (Vejamos João 5.24: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” - RA; e Romanos 8.33: “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica” - RA).
Justificação implica no perdão dos pecados, por isto não há mais condenação (confira em Lucas 18.14: “Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado” - RA). Todos os pecados são tratados na justiça de Cristo, aqueles já cometidos e os que ainda vierem a ser praticados pois o perdão remove toda a culpa do indivíduo diante do trono de Deus, e garante seu pleno livramento da condenação eterna. A provisão para o perdão dos pecados futuros já fora feita (Veja em 1 João 2.1,2: “Meus filhinhos, escrevo isso a vocês para que não pequem. Porém, se alguém pecar, temos Jesus Cristo, que faz o que é correto; ele nos defende diante do Pai. É por meio do próprio Jesus Cristo que os nossos pecados são perdoados. E não somente os nossos, mas também os pecados do mundo inteiro” - NTLH).
Entretanto, o justificado, ao cometer pecado, deverá confessa-lo e apropriar-se do perdão oferecido para não carregar o peso da culpa na sua consciência e sofrer os efeitos disto na sua relação com Deus (confira em Salmo 32.3-5: “ Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado e a minha iniqüidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniqüidade do meu pecado” - RA). Leia também, na sua Bíblia, o Salmo 51.1-13.
Continua no próximo post.
Viva Jesus!
Deus lhe abençoe!

segunda-feira, 11 de março de 2013

A Doutrina da Salvação - 35.

A Expiação.
A salvação provém do trabalho expiatório de Cristo. Na salvação, expiação se refere à ação através da qual o pecador é reconciliado com Deus. Como resultado do sacrifício de Cristo, quando Ele sofreu e morreu por nós, os pecados das pessoas são cobertos por Seu sangue e o castigo dos nossos pecados é cancelado. A expiação pode ser definida como: A obra que Cristo realizou em Sua vida e morte para obter a nossa salvação, pagando o preço dos nossos pecados.
O amor e a justiça de Deus foram a causa maior da expiação. O amor de Deus como causa da expiação é visto no versículo mais conhecido da Bíblia, João 3.16: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” - RA.
A justiça de Deus também requeria que Ele encontrasse o meio para que a penalidade que nos era devida por causa de nossos pecados fosse paga, para que Deus pudesse nos aceitar em comunhão com Ele. Essa foi a razão pela qual Deus enviou Cristo para fazer propiciação, que é o sacrifício que suporta a ira de Deus, de modo que Deus se torna propício ou favorável para conosco. Veja em Romanos 3.25,26: “Deus O ofereceu como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando a Sua justiça. Em Sua tolerância, havia deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; mas, no presente, demonstrou a Sua justiça, a fim de ser justo e justificador daquele que tem fé em Jesus” - NVI.
Sem o amor de Deus, Ele nunca teria tomado qualquer iniciativa para nos redimir; sem a justiça de Deus, a exigência de que Cristo deveria obter a nossa salvação, morrendo pelos nossos pecados, não teria sido satisfeita.
A carta aos Hebreus enfatiza que Cristo teve de sofrer por nossos pecados para que Ele se tornasse semelhante a seus irmãos em todos os aspectos. Veja em Hebreus 2.17: “Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo.” - RA.
O autor de Hebreus também argumenta que, como é impossível que o sangue de touros e bodes tire pecados (Veja em Hebreus 10.4: “porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados.” - RA), um sacrifício melhor é requerido (Veja Hebreus 9.23: “ Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que se acham nos céus se purificassem com tais sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios a eles superiores.” (Hebreus 9:23 RA).
Somente o sangue de Cristo, a saber, a Sua morte, seria capaz de aniquilar realmente os nossos pecados (Veja Hebreus 9.25,26: “O Grande Sacerdote entra, todos os anos, no Lugar Santíssimo, levando consigo sangue de um animal. Porém Cristo não entrou para se oferecer muitas vezes. Se fosse assim, ele teria de sofrer muitas vezes desde a criação do mundo. Pelo contrário, uma vez por todas ele apareceu agora, quando os tempos estão chegando ao fim, para tirar os pecados por meio do sacrifício de si mesmo.” - NTLH.
Portanto, não havia outro modo pelo qual Deus pudesse nos salvar a não ser a expiação por meio do sacrifício de Cristo.
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Viva Jesus!
Deus lhe abençoe!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A Doutrina da Salvação - 34.


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Predestinação.
Deus é Todo Poderoso e criou o homem de tal maneira que ele pode resistir à Sua vontade. A Bíblia nos mostra que as pessoas podem resistir ao chamado do Espírito Santo para a salvação (Veja em Hebreus 3.7-14: “Por isso, como diz o Espírito Santo: “Se hoje vocês ouvirem a voz de Deus, não sejam teimosos como foram os seus antepassados quando se revoltaram contra ele, no dia em que eles o puseram à prova no deserto. Ali os antepassados de vocês Me desafiaram e Me puseram à prova, embora eles tivessem visto o que Eu fiz durante quarenta anos. Por isso fiquei irritado com aquela gente e disse: ‘Eles são gente de coração perverso e não querem obedecer aos meus mandamentos.’ Eu fiquei irado e fiz este juramento: ‘Eles nunca entrarão na Terra Prometida, onde eu lhes teria dado descanso!’” Meus irmãos, cuidado para que nenhum de vocês tenha um coração tão mau e descrente, que o leve a se afastar do Deus vivo. Pelo contrário, enquanto esse “hoje” de que falam as Escrituras Sagradas se aplicar a nós, animem uns aos outros, a fim de que nenhum de vocês se deixe enganar pelo pecado, nem endureça o seu coração. Pois seremos companheiros de Cristo se continuarmos firmes até o fim na confiança que temos tido desde o princípio.” - NTLH).
A Escritura também indica que aquele que responder à oferta de Deus será salvo (Veja em João 3.36: “Por isso quem crê no Filho tem a vida eterna; porém quem desobedece ao Filho nunca terá a vida eterna, mas sofrerá para sempre o castigo de Deus.” - NTLH).
Quando a palavra predestinação se aplica a salvação, significa que na eleição, Deus tem o propósito de salvar aqueles que aceitam seu Filho e sua oferta de salvação e que Ele vai cumprir este propósito. Entendemos com este termo, portanto, que Deus cumpre o seu propósito de salvar aqueles que aceitam a salvação. Em outras palavras Ele já providenciou a salvação para aqueles que iam aceitá-lO e já sabia antecipadamente quais seriam eles.
A predestinação significa que Deus, no tempo certo, cumpre sempre as suas decisões e os seus propósitos feitos desde a eternidade. Quanto ao seu relacionamento com a salvação, a predestinação se refere àquilo que Deus determinou para aqueles que aceitam a Sua redenção.
Continua no próximo post.
Viva Jesus!
Deus lhe abençoe!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A Doutrina da Salvação - 33.

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A responsabilidade do homem.
Não obstante a eleição, o homem ainda fica livre e responsável por suas decisões (Veja em Lucas 9.23: “Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me.” - RA; e em Apocalipse 22.17: “O Espírito e a Noiva dizem: —Venha! Aquele que ouve isso diga também: —Venha! Aquele que tem sede venha. E quem quiser receba de graça da água da vida.” - NTLH, etc.).
Dentro da eleição está a liberdade e a responsabilidade do indivíduo (Veja em Romanos 2.12: “Assim, pois, todos os que pecaram sem lei também sem lei perecerão; e todos os que com lei pecaram mediante lei serão julgados.” - RA; e em Mateus 11.20-24: “Então Jesus começou a acusar as cidades onde tinha feito muitos milagres. Ele fez isso porque os seus moradores não haviam se arrependido dos seus pecados. Jesus disse:
—Ai de você, cidade de Corazim! Ai de você, cidade de Betsaida! Porque, se os milagres que foram feitos em vocês tivessem sido feitos nas cidades de Tiro e de Sidom, os seus moradores já teriam abandonado os seus pecados há muito tempo. E, para mostrarem que estavam arrependidos, teriam vestido roupa feita de pano grosseiro e teriam jogado cinzas na cabeça! Pois eu afirmo a vocês que, no Dia do Juízo, Deus terá mais pena de Tiro e de Sidom do que de vocês, Corazim e Betsaida.
E você, cidade de Cafarnaum, acha que vai subir até o céu? Pois será jogada no mundo dos mortos! Porque, se os milagres que foram feitos aí tivessem sido feitos na cidade de Sodoma, ela existiria até hoje. Pois eu afirmo a vocês que, no Dia do Juízo, Deus terá mais pena de Sodoma do que de você, Cafarnaum.” (Mateus 11:20-24 NTLH).
No nível da experiência, a salvação demanda do indivíduo toda a diligência, até o final da vida, sob pena de ele não poder desfrutar da segurança da salvação testemunhada pelo Espírito Santo (Veja em Hebreus 3.14: “Pois seremos companheiros de Cristo se continuarmos firmes até o fim na confiança que temos tido desde o princípio.” - NTLH; em Hebreus 6.11: “O nosso profundo desejo é que cada um de vocês continue com entusiasmo até o fim, para que, de fato, recebam o que esperam.” - NTLH;
e em Romanos 8.14-16: “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.” - RA). Porém, num plano mais profundo, perante Deus, tudo já foi preparado e iniciado por Deus antes que o crente possa experimentar a salvação.
A doutrina da eleição, assim como outras verdades bíblicas, permanece sendo um mistério da infinita sabedoria divina, que a mente humana não pode entender com muita clareza. De acordo com as Escrituras, a eleição vem confirmar que a salvação nos é assegurada por Deus, desde a fundação do mundo e que ela não depende da capacidade pessoal do indivíduo em conquistá-la e mantê-la.
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Viva Jesus!
Deus lhe abençoe!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A Doutrina da Salvação - 32.

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A Presciência de Deus.
A eleição foi feita segundo a presciência de Deus, antes da fundação do mundo (Veja em Romanos 8.29: “Porque aqueles que já tinham sido escolhidos por Deus Ele também separou a fim de se tornarem parecidos com o Seu Filho. Ele fez isso para que o Filho fosse o primeiro entre muitos irmãos.” - NTLH; em Efésios 1.4: “Antes da criação do mundo, Deus já nos havia escolhido para sermos dEle por meio da nossa união com Cristo, a fim de pertencermos somente a Deus e nos apresentarmos diante dEle sem culpa. Por causa do Seu amor por nós,” - NTLH; e em 1 Pedro 1.2: “eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas.” - RA).
Deus tem a capacidade de conhecer perfeitamente bem todas as coisas antes mesmo que elas se tornem realidade no tempo e na história. O futuro para Deus é presente. Ele chama as coisas que não são, como se já fossem (Veja em Romanos 4.17: “ como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí, perante aquele no qual creu, o Deus que vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não existem.” - RA).
Assim, Deus pode conhecer, antecipadamente, todas as pessoas, o tempo delas, as condições de vida de cada uma, as circunstâncias históricas, morais, sociais, todos os fatores que entram na situação atual dos homens e todas as disposições íntimas dos indivíduos. Nessa condição de presciência Ele pode eleger para a salvação “os que dantes conheceu”, “segundo a presciência de Deus”.
A atividade de planejar e dirigir de Alguém que tudo sabe, perfeitamente, com antecedência, certamente não se baseia em probabilidades, como acontece nos planejamentos e direções dos homens. Para Deus não há o desconhecido nem o esperar incerto de alguma coisa. Seus planos contam com coisas certas, infalíveis. A eleição precisa ser vista neste contexto da presciência divina.
Continua no próximo post.
Viva Jesus!
Deus lhe abençoe!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Doutrina da Salvação - 31.

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A Eleição divina.
Outro elemento fundamental na salvação é a eleição divina. O homem é incapaz de operar a sua própria salvação, embora ele tenha de participar pessoalmente, movido por Deus, reagindo favoravelmente à ação redentora de Deus. Portanto, antes que o pecador possa responder ao chamado para a salvação, Deus já tomou a iniciativa de salvá-lo, ou seja, já o elegeu.
Os indivíduos foram eleitos para crer. Os motivos da eleição são ocultos. Os que não foram eleitos foram deixados no estado de perdição em que se encontram. Essa é uma doutrina polêmica com diferenças de entendimento entre denominações. De um lado, a Bíblia ensina a soberania de Deus na salvação, e de outro, a liberdade e responsabilidade do homem diante da oferta de salvação. Na interpretação da doutrina da eleição, a tendência, geralmente, é pender mais para um lado (soberania divina – calvinismo) ou para o outro (liberdade humana – arminianismo), como se fossem dois aspectos que se excluem mutuamente.
A doutrina da eleição se fundamenta em textos como estes: João 6.37,44: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora”. “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.” - RA; João 15.16: “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, Eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo conceda.” - RA;
Atos 13.48: “Os gentios, ouvindo isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna.” - RA; Atos 22.14: “Então, ele disse: O Deus de nossos pais, de antemão, te escolheu para conheceres a sua vontade, veres o Justo e ouvires uma voz da sua própria boca,” - RA;
Romanos 8.28-30: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.” - RA;
Efésios 1.4,5: “assim como nos escolheu nEle antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante Ele; e em amor nos predestinou para Ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade,” - RA; 2 Tessalonicenses 2.13: “Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade,” - RA;
1 Pedro 1.2: “eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas.” - RA; 1 Pedro 2.9: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;” - RA; entre outros.
Com base nestes textos, podemos destacar alguns elementos relacionados com a eleição.
(Continua no próximo post).
Viva Jesus!
Deus lhe abençoe!