terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

A Doutrina de Deus – 11.
Continuação do post anterior.
Deus: Suas Características Morais e Suas Obras.
Você já ficou perturbado e repleto de dúvidas e indagações, ao ler no jornal à respeito de alguma grande tragédia ocorrida na vida de um crente? Você já viu pessoas más obterem grande sucesso ou riqueza mediante práticas desonestas e perguntar porque Deus permite tais coisas? Com freqüência as nossas mentes se sentem perturbadas, ao vermos injustiças e então indagamos por que motivo Deus deixa tais coisas acontecerem.
Quando compreendemos mais claramente as características morais de Deus – Seu amor e santidade – e como Ele atua nesse mundo, então descobrimos que há um propósito para todas as coisas que acontecem conosco. O alvo de Deus é preparar-nos para o Seu reino eterno e Ele mostra-se ativo em nossas vidas, para atingir esse alvo.
Nesse post veremos as características morais de Deus e veremos que Aquele que nos criou mantém-se ativo em Sua criação, provendo tudo quanto é necessário para conduzir-nos ao Seu reino. Contudo, Ele permite que tomemos as nossas próprias decisões e que arquemos com a responsabilidade pelas escolhas que fazemos. Abramos a Ele os nossos corações, enquanto consideramos, o quanto Ele nos ama e como Ele governa a Sua criação.
As características morais de Deus são as características reveladas no trato de Deus com os homens e as mulheres, e incluem a santidade e o amor de Deus. Vejamos em primeiro lugar a santidade de Deus.
Através de que característica você gostaria de ser conhecido em sua vizinhança? Por ser mão fechada? Por gostar de falar mal da vida alheia? Por ser uma pessoa boa? Por ser amável com os outros? Deus interessava-se em ser conhecido entre as nações por uma de Suas características específicas. Ele queria ser chamado de “O Santo” (veja Ez 39.7: “Farei conhecido o meu santo nome no meio do meu povo de Israel e nunca mais deixarei profanar o meu santo nome; e as nações saberão que eu sou o SENHOR, o Santo em Israel.” – RA).
Temos aprendido que é impossível Deus incorrer em algum equívoco intelectual, porquanto Ele sabe todas as coisas. Por causa de Sua santidade, também é impossível que Ele caia em algum erro moral. A santidade é a característica de Deus que exprime a perfeição de tudo quanto Ele é. A santidade é a base de todas as Suas ações. Assim sendo, tudo quanto Deus faz é direito e bom.
A palavra santidade contém a idéia de separação. O perfeito ser divino está separado de todas as pessoas malignas e de todo o mal, estando exaltado muito acima de tudo isso. No entanto, embora Deus seja perfeitamente santo e separado de Suas criaturas, Ele mantém um certo relacionamento com o seu povo por causa do que está sempre perto deles. Mais adiante veremos como isso é possível.
Podemos observar a santidade de Deus em cada uma de Suas atitudes e ações. A santidade de Deus inclui o amor por aquilo que é bom e Seu ódio por aquilo que é mau. Portanto, o Senhor deleita-se na probidade e na bondade e Ele se separa do mal e o condena.
O fato de Deus se separar das pessoas é algo necessário, por causa da pecaminosidade humana. Essa verdade é salientada por muitas vezes no Antigo Testamento. Deus disse para Moisés levantar uma cerca em redor do Monte Sinai (Ver Ex 19.12,13,21-25: “Marcarás em redor limites ao povo, dizendo: Guardai-vos de subir ao monte, nem toqueis o seu limite; todo aquele que tocar o monte será morto. Mão nenhuma tocará neste, mas será apedrejado ou flechado; quer seja animal, quer seja homem, não viverá. Quando soar longamente a buzina, então, subirão ao monte”. “ e o SENHOR disse a Moisés: Desce, adverte ao povo que não traspasse o limite até ao SENHOR para vê-lo, a fim de muitos deles não perecerem. Também os sacerdotes, que se chegam ao SENHOR, se hão de consagrar, para que o SENHOR não os fira. Então, disse Moisés ao SENHOR: O povo não poderá subir ao monte Sinai, porque tu nos advertiste, dizendo: Marca limites ao redor do monte e consagra-o. Replicou-lhe o SENHOR: Vai, desce; depois, subirás tu, e Arão contigo; os sacerdotes, porém, e o povo não traspassem o limite para subir ao SENHOR, para que não os fira. Desceu, pois, Moisés ao povo e lhe disse tudo isso.” - RA). Ele queria que a nação de Israel percebesse que os homens, que são pecadores, precisam estar separados do Deus santo.
A separação entre Deus e os pecadores também pode ser vista no simbolismo da tenda, ou tabernáculo, que Deus disse para Moisés levantar no deserto. Um aposento muito especial do tabernáculo era fechado com cortinas (ver Ex 26.33: “Pendurarás o véu debaixo dos colchetes e trarás para lá a arca do Testemunho, para dentro do véu; o véu vos fará separação entre o Santo Lugar e o Santo dos Santos” - RA). Somente uma pessoa tinha permissão de entrar nesse aposento do tabernáculo, um sacerdote santificado, que podia entrar ali uma vez por ano, a fim de borrifar sangue sobre o propiciatório (ver Lv 16). O Sumo Sacerdote assim fazia para a expiação pelos pecados do povo, na presença do Deus santo. Dessa maneira, o povo podia ver o quanto Deus odiava os seus pecados.
Há muitas referências no Antigo Testamento que salientam a santidade divina. Os trechos de Is 59.2 e Hc 1.13 ensinam que o pecado afasta Deus das pessoas pecaminosas, como também separa essas pessoas de Deus. As passagens de Jó 40.3-5 e Isaías 6.5-7 mostram-nos que quando temos uma verdadeira compreensão sobre a santidade de Deus, também percebemos quão horrenda coisa é o pecado. Quando percebemos a ilimitada santidade de Deus, isso cria em nós a tristeza por causa do pecado, a confissão do pecado e a humildade.

Continua no próximo post.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

A Doutrina de Deus - 10.


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3. a onisciência divina. Basta um passo para passarmos da onipresença para a onisciência divina – o conhecimento que Ele tem de todas as coisas. Os seres humanos com freqüência trabalham arduamente para desvendar os fatos. À medida em que estudamos para obter conhecimentos, acumulamos fatos, mas por muitas vezes quanto mais estudamos, mas percebemos que pouco sabemos.
Deus não enfrenta esse tipo de problemas. Ele sabe todas as coisas. O governante do universo tem consciência sem limites. Esse é um fato impossível de entendermos plenamente e, no entanto, é essencial para a nossa fé na perfeição de Deus. Como é lógico, Ele deve saber tudo quanto realmente é fato, e tudo quanto é apenas possível. De outra maneira Ele teria que estar continuamente aprendendo aquilo que ainda não tivesse aprendido e ajustando a isso, os Seus planos e propósitos.
Visto que Deus sabe todas as coisas, Ele é capaz de dizer o que vai acontecer no futuro, muito antes que elas aconteçam. Por essa razão é que tantos acontecimentos são preditos nas Escrituras. Isso não significa que o Eterno toma as decisões sobre o que acontecerá conosco. Ele simplesmente sabe quais serão as nossas decisões, antes que elas ocorram. E, visto que Ele pode prever, então também pode predizer o que acontecerá no futuro. Mas o fato que Ele predisse não significa que Ele arbitrariamente predeterminou ou decidiu de antemão, o que haverá de ter lugar.
O fato de Deus saber todas as coisas deveria fortalecer a nossa fé, quando estamos em meio a alguma provação muito séria, porquanto Ele sabe as causas e o que sucederia com cada uma das soluções que poderíamos considerar. Desse fato podemos obter uma grande segurança, enquanto buscamos a sua orientação, acerca das corretas soluções para os nossos problemas.
Saber que Deus sabe todas as coisas deveria fazer-me voltar para Ele, pedindo orientação quanto as decisões que preciso tomar; Se Deus não soubesse todas as coisas, seria imperfeito; A Onisciência indica saber tudo quanto há para ser conhecido, incluindo um perfeito conhecimento sobre o passado, o presente e o futuro.
4. a sabedoria de Deus. Muitos cientistas têm um impressionante cabedal de conhecimentos; mas todo o conhecimento que os homens têm não serve para resolver os problemas da sociedade humana. As pessoas simplesmente não possuem a sabedoria necessária para saber como devem aplicar o conhecimento aos problemas, de modo tal que elas possam viver juntas, em paz e prosperidade.
A sabedoria não é a mesma coisa que o conhecimento. A sabedoria sonda o conhecimento, a fim de descobrir o mais elevado propósito possível, e então usa o melhor meio para concretizar esse bem. Visto que Deus é todo sábio, Ele faz bem todas as coisas. Em Sua perfeita sabedoria, Ele conferiu-nos a Sua Palavra, a Bíblia, a fim de guiar-nos em tudo quanto fazemos. Se vivermos conforme a Sua orientação, conforme está registrado em Sua Palavra, haveremos de beneficiar-nos da Sua sabedoria e ainda seremos abençoados por Ele.
Às vezes, não conseguimos perceber a sabedoria de Deus ao permitir que certas coisas aconteçam em nossas vidas. Antes de tudo, precisamos relembrar que Deus permite que façamos as nossas próprias escolhas; e, se essas decisões não estiverem de acordo com a Sua vontade, então haveremos de cair em problemas. Outrossim, devemos lembrar que vivemos em um mundo pecaminoso e que, tanto os crentes como os não-crentes, ocasionalmente tornam-se vítimas de desastres naturais e de ações más de outras pessoas, neste mundo contaminado pelo pecado.
O Senhor não é obrigado a explicar-nos exatamente porque razão as coisas acontecem da maneira como acontecem. Ele pode permitir certos acontecimentos por razões que desconhecemos inteiramente. Mas, conforme o trecho de 1 João 4.18 (“No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.” - RA), o perfeito amor elimina todo o temor. Podemos confiar plenamente em Deus, sob todas as circunstâncias possíveis, sabendo que em Sua infinita sabedoria, Ele fará com que todas as coisas contribuam justamente para o nosso bem e para a Sua glória. Veja Romanos 8.28: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”- RA.
Trechos bíblicos como os de Salmos 104.24-30 e de Jeremias 10.12 lembram-nos que podemos ver a sabedoria de Deus através das coisas que foram criadas. Foi preciso um planejamento muito bem feito para concretizar todo o intrincado desígnio da natureza. É impressionante examinarmos uma pena de ave. Cada minúscula porção foi planejada para alguma função especial durante o vôo, ou a fim de protegê-la. Quando examinamos o esqueleto de uma ave, descobrimos que os ossos maiores são ocos e cheios de ar, capaz de fazer a pequena criatura pairar no ar. E o filhotes de qualquer espécie de ave tem a mesma estrutura. Esse é apenas um pequeno exemplo da grande sabedoria de nosso Deus.
Devemos nos sentir abençoados, ao observarmos que Deus também pôs a nossa disposição a Sua sabedoria, para os momentos de necessidade. Não importa o que temos de enfrentar hoje, ou teremos de enfrentar amanhã, na semana que vem ou no próximo mês. A passagem de Tiago 1.5 diz-nos que não devemos duvidar, mas antes devemos pedir sabedoria, porquanto Deus é generoso e gracioso, quando se trata de dar algo ao seu povo.

Continua no próximo post.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

A Doutrina de Deus - 09.


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Os Atributos Naturais de Deus.
Chamamos de teólogos àqueles que se especializam no estudo sobre Deus. Você e eu talvez não sejamos considerados teólogos, mas temos todo o direito de estudar e analisar as doutrinas ou ensinamentos sobre Deus, para que possamos compreendê-lO melhor e amá-lO melhor. É importante considerarmos não somente a Sua natureza, mas também, as Suas características, nessa aventura de procurar conhecê-lo melhor. Os teólogos chamam essas características de atributos. Os atributos simplesmente referem-se àquelas qualidades que são associadas a alguém, descrevendo-o. Os atributos de Deus explicam por que Ele age como faz, e assim sabemos o que podemos esperar da parte dEle. Os seus atributos incluem a onipotência, a onipresença, a onisciência e a sabedoria. Em primeiro lugar consideremos a onipotência divina.
1. A onipotência divina. A esposa de Abraão, Sara, já havia viajado muito em sua vida. Ela tinha visto Yahweh fazer coisas grandes e maravilhosas em favor de seu marido e em seu próprio favor. Como noiva ela poderia ter ganhado um concurso de beleza; mas agora, a encarquilhada e idosa senhora estava vergada de preocupações. Ela riu quando viu o celeste visitante dizer que em breve, estaria grávida pela primeira vez. Impossível! Você acusaria a atitude de Sara? Contudo, o visitante celestial perguntou: “Haveria coisa alguma difícil ao Senhor?” (Gn 18.1-15).
O Senhor estava lembrando Abraão e Sara acerca de Sua onipotência – o fato de que Ele é Todo-Poderoso. Deus pode fazer qualquer coisa! Esse poder absoluto transparece das Escrituras em relação ao seguinte:
1. A Criação (Gn 1.1).
2. A sustentação de todas as coisas por Sua poderosa palavra (Hb 1.3).
3. A redenção do povo (Lc 1.35,37).
4. Os milagres (Lc 9.43).
5. A salvação dos pecadores (1 Co 2.5; 2 Co 7.4)
6. O cumprimento de Seus propósitos quanto ao Seu reino (1 Pe 1.5).
Temos de relembrar, entretanto, que Deus não pode e nem quer fazer coisas absurdas (ridículas ou irracionais), não faz também coisas incoerentes com a Sua própria natureza.
Uma realidade perfeitamente coerente com a natureza divina é o fato dEle poder limitar as operações de Seu poder, se assim desejar fazê-lo. Para exemplificar: Deus dá a cada indivíduo a liberdade de escolher entre Ele e satanás. Deus não força pessoa alguma a ser salva, contra a sua própria vontade. Ele limita-se, permitindo que cada indivíduo tome a sua própria decisão.
Jeremias 32.17 diz acerca do Senhor: “Ah! Senhor Jeová! Eis que tu fizestes os céus e a terra com o teu grande poder e com o Teu braço estendido; não te é maravilhosa coisa alguma...” Mais adiante, o Senhor perguntou a Jeremias: “...seria alguma coisa maravilhosa para mim?” (Jr 32.27). Se compreendemos o imenso poder do nosso Deus, então nunca deveremos hesitar novamente em pedir a Sua ajuda em qualquer circunstância que tivermos de enfrentar,
2. A onipresença de Deus. Certo menino queria fazer algo de ruim, mas resolveu que seria melhor fazer a sua travessura debaixo de um telhado, a fim de que Deus, olhando lá do céu, não pudesse vê-lo. Qual característica divina aquele menino não compreendia? O fato que Deus é onipresente – Deus está presente, em todos os lugares, em todos os instantes. O salmista refere-se a isso no Salmo 139.7-10, que diz: “Aonde posso ir a fim de escapar do teu Espírito? Para onde posso fugir da tua presença? Se eu subir ao céu, tu lá estás; se descer ao mundo dos mortos, lá estás também. Se eu voar para o Oriente ou for viver nos lugares mais distantes do Ocidente, ainda ali a tua mão me guia, ainda ali tu me ajudas” - NTLH.
A onipresença de Deus não significa, entretanto, que Deus tenha o mesmo tipo de relacionamento com todas as pessoas. Ele haverá de revelar a Si mesmo, abençoar e encorajar aqueles que O amam e servem, mas haverá de repreender e castigar aqueles que se opõem a Ele. Deus também está no temporal, mas não da mesma maneira em que está com dois de seus filhos que sinceramente oraram pedindo Sua orientação. Veja Naum 1.3: “O SENHOR é paciente, mas poderoso e não deixa os culpados sem castigo. Ele anda pelo meio de tempestades e de ventos violentos; as nuvens são o pó que os seus pés levantam”.- NTLH; e Mateus 18.20: “Porque, onde dois ou três estão juntos em meu nome, eu estou ali com eles”.- NTLH.
O conhecimento de que Deus está sempre presente, pode ajudar-nos e encorajar-nos nas tribulações, porquanto sabemos que Deus está ali para fortalecer-nos e guiar-nos. Entretanto, a sua presença serve também para lembrar-nos de sermos muito cuidadosos quanto à maneira como vivemos, porquanto Deus vê tudo quanto fazemos de bom ou de ruim. Temos a responsabilidade de servir a Deus de maneira aceitável, em todos os lugares e em todos os momentos, porquanto Ele está ali.
Também deveríamos lembrar que não podemos usar os nossos próprios sentimentos como uma medida de presença de Deus conosco. Sem importar como nos sentimos, Deus está conosco. Suponhamos que uma menininha começasse a chorar no escuro e que sua mãe lhe garantisse que estava com ela. Talvez a menina pensasse que precisaria ver sua mãe, para saber que ela estava perto. Mas sem importar se ela poderia ver sua mãe ou não, isso em nada alteraria o fato da presença dela. Assim também acontece conosco. Sem importar se podemos sentir ou não a presença de Deus conosco, a Bíblia ensina-nos que Deus está em toda parte. Ter conhecimento desse fato é bastante para mantermos uma atitude de louvor, para encorajar-nos o tempo todo.
Continua no próximo post.


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

A Doutrina de Deus - 08.


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Deus é imutável (Ele não muda)
Todos nós temos faltas que precisam ser modificadas ou corrigidas; mas isso não acontece com Deus. Ele é perfeito. Ele não precisa complementar os Seus atributos e o Seu caráter. Ele é perfeito em todos os sentidos. Veja em Salmos 102.25-27: “Em tempos remotos, lançaste os fundamentos da terra; e os céus são obra das tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permaneces; todos eles envelhecerão como uma veste, como roupa os mudarás, e serão mudados. Tu, porém, és sempre o mesmo, e os teus anos jamais terão fim.” - RA.
Veja também em Isaías 46:9-10: “Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade;” - RA.
Malaquias 3.6 indica que visto ser Deus imutável, Ele terá misericórdia dos descendentes de Jacó, de tal modo que eles não sejam consumidos. Veja também em Salmos 103.17: “Mas a misericórdia do SENHOR é de eternidade a eternidade, sobre os que o temem, e a sua justiça, sobre os filhos dos filhos,” - RA.
As Escrituras que aludem à imutabilidade de Deus ou a sua natureza que não muda, ensinam-nos certos princípios sobre o Deus a quem servimos. O Dr. Thiessen apresenta no seu livro, Systematic Theology, 1979, pág. 83, esses princípios que nós alistamos a seguir para que possamos ver mais claramente:
  1. Visto que Deus é infinito, auto-existente e independente, Ele está acima de todas as causas e possibilidades de mudanças.
  2. Não pode aumentar e nem diminuir e também não é sujeito a qualquer outro desenvolvimento.
  3. O poder de Deus nunca pode tornar-se maior ou menor, como também Ele não pode tornar-se mais sábio ou mais santo.
  4. Deus não pode ser mais justo, mais misericordioso e mais amoroso do que sempre foi e sempre será.
  5. Deus não pode mudar Seu relacionamento com as pessoas. Ele opera segundo princípios eternos que não variam com a passagem dos dias.
Visto que Deus é imutável, podemos entregar-nos completamente a Ele, dependendo de Sua Palavra. Podemos enfrentar todas as situações da vida com plena confiança, sabendo que, em todas as coisas, Ele opera para o nosso bem. Veja Romanos 8.28: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” - RA.
Provavelmente você tem observado trechos bíblicos como Números 23.19 e 1 Samuel 15.29 que dizem que Deus não muda o Seu parecer (Veja 1 Samuel 15.29: “Também a Glória de Israel não mente, nem se arrepende, porquanto não é homem, para que se arrependa.” - RA), enquanto que outras passagens bíblicas dizem que Ele lamentou ou entristeceu-se porque fizera certa coisa.
Veja em 1 Samuel 15.11: “Arrependo-me de haver constituído Saul rei, porquanto deixou de me seguir e não executou as minhas palavras. Então, Samuel se contristou e toda a noite clamou ao SENHOR.” – RA. Essa atitude de Deus não se refere a alteração fundamental em Seu caráter ou em Seus propósitos. Deus sempre odeia o pecado e Ele sempre ama ao pecador. Essa atitude é verdadeira tanto antes, quanto depois que alguém se arrepende. No entanto, Deus pode mudar o seu relacionamento com alguém, porque esse alguém mudou de atitude para com Ele.
Como exemplo disso, vemos que a atitude de Deus para com o pecado de Israel não mudou. Deus odiava o pecado daquela nação. Visto que o povo de Deus insistia em continuar no pecado, mui naturalmente eles tiveram de sofrer as penalidades impostas contra o pecado. Todavia, quando os filhos de Israel se arrependeram e abandonaram os seus pecados, o resultado foi que Deus mudou a maneira de tratar com eles.
Alguém já disse que o sol não exibe qualquer parcialidade ou mudança, quando amolece a cera e endurece o barro; pois a mudança não se dá no sol, mas no material aquecido pelo Sol. Podemos depender da imutabilidade ou ausência de mudança dos propósitos de Deus, de Sua Palavra e de Sua natureza. Assim como o sol amolece a cera e endurece o barro, assim também a imutabilidade de Deus opera, somente visando o bem daqueles cujos corações abrandam-se, correspondendo favoravelmente a Ele, embora também opere visando a destruição daqueles cujos corações endurecem-se e não correspondem favoravelmente a Ele.
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sábado, 5 de novembro de 2016

A Doutrina de Deus - 07.


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Muitas pessoas interessam-se em descobrir de onde vieram os seus antepassados. O que você me diria se eu dissesse que você não tem antepassados? Você não aceitaria como verdadeira uma informação assim, e estaria com toda a razão. Nós temos antepassados, como todas as pessoas têm.
Afirmamos que todas as pessoas têm antepassadas, mas não podemos incluir Deus nessa afirmativa. Deus não tem antepassados. Nesse caso, como Ele começou a existir? Esta pergunta tem uma resposta muito simples. Deus nunca começou. Ele sempre existiu desde toda a eternidade. Por esta razão é que dizemos que Deus é eterno.
1. O que é eternidade? Para nós, é difícil imaginar o futuro desconhecido; mas podemos pensar no passado até onde as nossas mentes são capazes de retroceder, na tentativa de imaginarmos a eternidade. Dizemos que o livro de Gênesis é o livro dos começos. Ali estudamos acerca do começo da Criação, acerca do homem e do começo das nações. Entretanto, esses distantes começos ainda não formam o princípio.
Podemos retroceder ainda mais, até o tempo em que os anjos foram criados – aqueles filhos de Deus celestiais, singulares que bradaram de alegria por ocasião do lançamento dos fundamentos da terra – antes do alvorecer da história (veja Jó 38.4-7: “Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Dize-mo, se tens entendimento. Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre que estão fundadas as suas bases ou quem lhe assentou a pedra angular, quando as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus?” – RA).
Mas este também não foi o princípio. Em nossas mentes podemos pensar na eternidade como algo infinito, quando o tempo ainda não existia, quando a criação estava presente somente nos pensamentos de Deus. Neste mundo, nossas mentes finitas (limitadas) não conseguem entender a idéia sobre algo infinito, quando o tempo sem limites ainda não havia começado. O fato é que a eternidade é a infinitude de Deus em relação ao tempo.
2. Quem habita na eternidade? Os homens e os anjos são seres criados, mas somente Deus não teve começo. Assim Ele é o único que habita na eternidade. O homem tem um presente, um passado e um futuro; mas Deus habita somente no presente. Para Deus tanto o passado como o futuro são a mesma coisa que o agora.
Deus é eterno de duas maneiras: 1) Deus nunca começou a existir. Ele sempre existiu (veja Sl 90.2: “Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus.” - RA). 2) A existência de Deus nunca terminará (veja Dt 32.40: “ Levanto a mão aos céus e afirmo por minha vida eterna:” - RA; Sl 102.27: “Tu, porém, és sempre o mesmo, e os teus anos jamais terão fim.” - RA). Sendo eterno, Deus está fora de toda a progressão do tempo. Para Ele o tempo não passa.
3. Como podemos compreender o conceito da eternidade de Deus? À parte das Escrituras podemos concluir que Deus sempre existiu, por causa da lógica da idéia. Qualquer pessoa sabe que as coisas não se originam do nada. Um vácuo não é capaz de produzir alguma coisa. Portanto, se no começo do universo nada existia e se tudo não passava de um vácuo, então tudo teria permanecido da mesma maneira. Porém, visto que observamos um vastíssimo universo ao nosso redor, somos forçados, mediante a lógica, a aceitar a conclusão que algo, no passado, nunca teve começo – sempre existiu. Essa alguma coisa é Deus.
A eternidade de Deus é revelada por meio das Escrituras. Deus é chamado de Deus eterno (veja Gn 21.33: “Plantou Abraão tamargueiras em Berseba e invocou ali o nome do SENHOR, Deus Eterno.” – RA. Salmo 90.2: “ Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus.” – RA. E também: Salmo 102.27: “Tu, porém, és sempre o mesmo, e os teus anos jamais terão fim.” – RA. As inspiradas palavras de Isaías declaram que Deus é aquele que “habita a eternidade” (veja Is 57.15: “ Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos.”), ao passo que Paulo afirmou para Timóteo, que somente Deus é a fonte da imortalidade (1Tm 6.16).

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

A Doutrina de Deus - 06.


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Em alguns trechos bíblicos, todas as três Pessoas da Deidade são mencionadas. Por ocasião do batismo do Filho, o Pai falou do céu e o Espírito Santo desceu sob a forma de pomba. Veja em Mateus 3.16,17: “Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre Ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” - RA. Por ocasião da Grande Comissão, Jesus referiu a três Pessoas. Veja em Mateus 28.19: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;” - RA. As três Pessoas também aparecem, uma ao lado da outra, nas passagens seguintes: 1 Coríntios 12.4-6: “Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos.” - RA; 2 Coríntios 13.14: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós.” - RA; e 1 Pedro 1.2: ” eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas.” - RA. Se partirmos desses exemplos, extraídos das Escrituras, poderemos obter boa abundância de provas bíblicas em prol da doutrina da Trindade.
Então, quais são as dificuldades existentes nessa doutrina?
Por que o ensino da Trindade é tão difícil de entender? É que na experiência humana nada existe que possa ser comparado com a ideia de trindade na unidade e de unidade na Trindade. Sabemos que não existem três pessoas humanas que sejam estruturalmente uma só pessoa. Também não existem três pessoas que tenham completo conhecimento daquilo que os outros estejam fazendo e pensando. Cada pessoa cerca-se com uma barreira de privacidade. Nenhum ser humano tem essa distinção de ser três em um, conforme se afirma acerca de Deus. As pessoas simplesmente não podem compreender o ensino concernente à Trindade, com base em seu conhecimento e experiência humana.
Como podemos resolver essas dificuldades? O problema básico na tentativa de explicar a Trindade jaz na relação das pessoas da Deidade para com a Essência Divina e de uma para com a outra. Esse é um problema que a Igreja não é capaz de remover. A Igreja pode somente tentar reduzir o problema mediante uma apropriada definição de termos. Embora a Igreja não tenha tentado explicar o ministério da Trindade, tem tentado formular uma doutrina bíblica sobre esse ministério, principalmente para desencorajar erros que têm ameaçado a própria vida da Igreja. Comparando as Escrituras, podemos perceber a doutrina da Trindade até onde Deus a tem revelado em Sua Palavra, mesmo que não a possamos compreender plenamente.
Em nossa existência finita (limitada), jamais poderíamos compreender plenamente o que é infinito (aquilo que não tem limite). Paulo descreve essa limitação do homem em sua primeira epístola aos Coríntios. Veja 1 Coríntios 13.12: “Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.” - RA.
A Bíblia ensina que na essência divina existem três pessoas. Cada uma das três pessoas – o Pai, o Filho e o Espírito Santo - têm propriedades distintas, descritas por títulos, pronomes, qualidades e atividades que se aplicam a pessoas distintas. O Antigo Testamento nunca se refere a alguma pluralidade de pessoas na Deidade – ali se fala somente sobre Deus Yahweh. O Novo Testamento revela mais claramente a Trindade do que o Antigo Testamento. O Novo Testamento confere-nos base bíblica suficiente para formularmos a doutrina da Trindade. O principal problema que nos impede de entender a tri-personalidade de Deus é que nada existe, na experiência humana, que se possa comparar com essa distinção do Ser divino de existir três em um.
Um cuidadoso estudo da Palavra de Deus revela muito sobre a tri-personalidade de Deus. O estudo dessa doutrina, acompanhado de oração, capacita-nos a entender melhor a auto revelação de Deus, mesmo que essa revelação seja apenas parcial. E isso também ajuda-nos a apreciar mais plenamente a natureza de Deus e os meios que Ele nos têm provido para nos aproximarmos dEle em amor, adoração e dedicação ao servi-lO.

Continua no próximo post,

sábado, 10 de setembro de 2016

A Doutrina de Deus - 05.


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Apesar da palavra Trindade não ser encontrada em parte alguma da Bíblia, a doutrina da Trindade é revelada tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Examinemos algumas das evidências que achamos nas Escrituras:
O Antigo Testamento foi escrito na língua hebraica. Em hebraico um dos nomes dados a Deus, Elohim, está no plural. Por exemplo, em Gênesis 1.26: “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança...” Esse versículo frisa distinções pessoais existentes em Deus, a pluralidade de pessoas na deidade. Encontramos indicações ainda mais claras sobre distinções pessoais, nas Escrituras do Antigo Testamento, quando há alusão ao Anjo do Senhor. Em algumas ocasiões o Anjo do Senhor pode referir-se a um ser criado, enviado como mensageiro de Deus; mas, em outros casos, Ele é o próprio Filho de Deus (Veja Gênesis 16.7-13; !8.1-21; 19.1-28). Como tal, esse Anjo deve ser identificado como o próprio Jeová, mas por outro lado, Ele é visto como Alguém separado ou diferente de Jeová.
Algumas vezes, no Antigo Testamento, mais de uma Pessoa é mencionada (Ver Salmo 45.6,7: “O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; cetro de eqüidade é o cetro do teu reino. Amas a justiça e odeias a iniqüidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria, como a nenhum dos teus companheiros.” - RA. Compare com Hebreus 1.8,9). Noutras oportunidades, Deus aparece claramente com Aquele que fala, mencionando tanto o Messias (o Filho), e também o Espírito Santo. Veja Isaías 48.16: “Chegai-vos a mim e ouvi isto: não falei em segredo desde o princípio; desde o tempo em que isso vem acontecendo, tenho estado lá. Agora, o SENHOR Deus me enviou a mim e o seu Espírito.” - RA; Isaías 61.1: “ O Espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados;” - RA; e Isaías 63.8-10: “ Porque ele dizia: Certamente, eles são meu povo, filhos que não mentirão; e se lhes tornou o seu Salvador. Em toda a angústia deles, foi ele angustiado, e o Anjo da sua presença os salvou; pelo seu amor e pela sua compaixão, ele os remiu, os tomou e os conduziu todos os dias da antiguidade. Mas eles foram rebeldes e contristaram o seu Espírito Santo, pelo que se lhes tornou em inimigo e ele mesmo pelejou contra eles.” - RA.
O Novo Testamento oferece uma clara revelação de Deus ao enviar o Filho ao mundo. Veja João 3.16: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” – RA. Gálatas 4.4: “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,” - RA; e 1 João 4.9: “ Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele.” - RA.
Também é ali revelado que tanto o Pai quanto o Filho enviariam o Espírito Santo. Veja João 14.26: “mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.” - RA; João 15.26: “ Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim;” - RA; e João 16.7: “ Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei.” - RA.
No Novo Testamento também podemos observar que o Pai fala ao Filho. Veja Marcos 1.11: “Então, foi ouvida uma voz dos céus: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.” - RA; e Lucas 3.22: “ e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.” - RA. O Filho comunga com o Pai. Veja Mateus 11.25,26: “Por aquele tempo, exclamou Jesus: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado.” - RA. João 11.41: “Tiraram, então, a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: Pai, graças te dou porque me ouviste.” - RA; João 12.27,28: “Agora, está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora.  Pai, glorifica o teu nome. Então, veio uma voz do céu: Eu já o glorifiquei e ainda o glorificarei.” - RA.
E o Espírito Santo ora a Deus no coração dos crentes. Veja Romanos 8.26,27: “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis.  E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos.” - RA. No Novo Testamento, portanto, são claramente expostas diante de nós as pessoas da Trindade, distintas umas das outras.

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