terça-feira, 20 de junho de 2017

A Doutrina de Deus - 15.



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Deus, o supremo Criador do universo governa soberanamente sobre tudo o que Ele criou. O que significa isso? A palavra supremo significa “o mais elevado em posição e autoridade, o mais elevado em grau ou qualidade”. Deus é superior, de todas as maneiras, a tudo quanto existe fora dEle. E a palavra soberano significa “estar livre de qualquer controle ou poder externo e ter a capacidade de fazer o que bem quiser”.
Assim sendo, a soberania de Deus descreve o Seu supremo governo sobre o universo (Veja 1 Timóteo 6.15: “ a qual, em suas épocas determinadas, há de ser revelada pelo bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores;” - RA). A Sua soberania manifesta-se na direção de Sua vontade. (Veja Efésios 1:11 RA: “nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade”, - RA). As Escrituras ensinam claramente a soberania de Deus: Veja como:
  1. Como nosso Criador ele tem o direto de nos governar. Veja 1 Crônicas 29.11: “ Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos”.- RA; Mateus 20.15: “Porventura, não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou são maus os teus olhos porque eu sou bom?” - RA; Ezequiel 18.4: “Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá”.- RA.
  2. Ele faz aquilo que Lhe parece melhor. Veja Salmo 115.3: “No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada”.- RA; Daniel 4.35: “Todos os moradores da terra são por ele reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?” - RA.
  3. Há um propósito em tudo quanto Deus faz. Veja Romanos 8.28: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”.- RA; Isaías 48.11: “Por amor de mim, por amor de mim, é que faço isto; porque como seria profanado o meu nome? A minha glória, não a dou a outrem” - RA.
A soberania de Deus envolve a preservação e a manutenção do universo, bem como a sua providência. Em primeiro lugar, consideraremos como Deus preserva e mantêm o universo.
A Preservação (Manutenção) do Universo – Nenhum arquiteto, por mais brilhante que seja, foi capaz de planejar uma casa que nunca precisasse de reparos. Nenhum jardineiro planta cuidadosamente as sementes de belas flores, sem que precise cuidar das plantas podando, arrancando as ervas daninhas e regando. A Bíblia ensina-nos que o universo também precisa ser preservado ou mantido. Veja Atos 17.28: “pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração”.- RA; Hebreus 1.3: “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas”, - RA.
Deus age continuamente mantendo o universo, cuidando dele. As Escrituras mostram-nos que, depois de Sua obra de criação, Deus dá prosseguimento às Suas atividades, cuidando de todas as coisas (Leia todo o Salmo 104). Isso inclui as pessoas e os animais. Veja o Salmo 36.6: “A tua justiça é como as montanhas de Deus; os teus juízos, como um abismo profundo. Tu, SENHOR, preservas os homens e os animais”.- RA, bem como a proteção daqueles que são santos e justos. Veja Provérbios 2.8: “guarda as veredas do juízo e conserva o caminho dos seus santos” - RA.
Declarou o apóstolo Paulo: “Porque nele vivemos, e nos movemos e existimos...” (Atos 19.28). Deus não seria realmente soberano se qualquer coisa existisse ou acontecesse no universo, independentemente de Sua vontade e do Seu poder. Trechos bíblicos como os de Neemias 9.6: “Só tu és SENHOR, tu fizeste o céu, o céu dos céus e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto há neles; e tu os preservas a todos com vida, e o exército dos céus te adora”.- RA; e Salmos 145.14-16: “O SENHOR sustém os que vacilam e apruma todos os prostrados. Em ti esperam os olhos de todos, e tu, a seu tempo, lhes dás o alimento. Abres a mão e satisfazes de benevolência a todo vivente.” - RA, ensinam que Deus está ativamente envolvido na preservação de todas as coisas.

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sexta-feira, 19 de maio de 2017

A Doutrina de Deus - 14.


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A narrativa bíblica revela uma série de atos criativos que, considerados conjuntamente, compõem um grande processo de criação. (Veja em Gênesis 1 e 2 e Salmo 33.6). O fato da criação reveste-se de significado para as nossas vidas e de diversas maneiras, a saber:
1ª. - Sabendo que o Criador do universo existia antes de todas as coisas, deveríamos ficar maravilhados com a eterna grandeza e majestade de Deus, ao mesmo tempo em que ficaríamos reduzidos à insignificância, em comparação com Ele.
2ª. - O Senhor de toda criação tem direito de exigir que Suas criaturas Lhes sejam obedientes, prestando-Lhe adoração e serviço.
3ª. - Na criação vemos uma revelação geral do Criador, que exibe a Sua sabedoria, o Seu poder e o Seu interesse pelas Suas criaturas (Veja Rm 1.18-20: “ A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;” - RA). e
4ª. - O ensino bíblico sobre a criação é básico para a nossa fé, pois jamais poderíamos nos entregar aos cuidados de alguém, com vistas à nossa eterna salvação, cujo poder fosse menor que o do Criador revelado nas Escrituras.
Não precisamos ficar indagando por qual motivo Deus planejou e produziu todas as coisas. Ele fez tudo para a Sua glória. (Veja no Salmo 19.1: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos” - RA; Isaías 42.7: “para abrires os olhos aos cegos, para tirares da prisão o cativo e do cárcere, os que jazem em treva” - RA; Isaías 48.11: “Por amor de mim, por amor de mim, é que faço isto; porque como seria profanado o meu nome? A minha glória, não a dou a outrem” - RA; e Apocalipse 4.11: “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas” - RA). As pessoas gastam toda a sua vida a procura da felicidade. Porém, a verdadeira felicidade nos é outorgada somente quando procuramos glorificar a Deus. Fomos criados com esse expresso propósito, e essa é a grande chave para a nossa felicidade.
Um certo amigo, certa ocasião, queixou-se de que se sentia infeliz porque nunca fizera algo de grande em favor de Deus. Então lhe perguntei: “O seu alvo mais alto é glorificar a Deus naquilo que você faz? Você está disposto a permitir que aconteça qualquer coisa, para atingir esse alvo?” Foi assim que ele percebeu que sua ambição de fazer algo grande tinha sido sempre o alvo mais importante de sua vida. Ele estava apenas enganando a si mesmo, pensando que queria fazer as coisas para Deus. Jesus disse: “Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará” (Marcos 8.35). Sim, fomos criados para glorificar a Deus em nossas vidas.
Em certas sociedades, o universo é visto como algo eterno, cuja história passa por um interminável ciclo de criação, destruição e recriação. O único verdadeiro alvo das pessoas dessa sociedade é desaparecer da existência, pois elas vivem tomadas pelo desespero. O conceito bíblico de universo tem um começo (A criação de todas as coisas), um propósito (a salvação dos homens por meio de Jesus Cristo), e a promessa da vida eterna, dentro do reino de Deus. Os atos criativos de Deus não se limitam àquilo que Ele fez no passado. As passagens de João 3.3: “A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” - RA; 2 Coríntios 5.7: “ visto que andamos por fé e não pelo que vemos.” - RA; Gálatas 6.15: “ Pois nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura.” – RA e Salmos 51.10: “ Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável.” – RA, afirmam que Deus purifica os corações daqueles que se arrependem de seus pecados e aproximam-se dEle confiadamente. Esses trechos bíblicos também nos ensinam que, quando uma pessoa volta-se para Deus em busca de salvação, ela nasce de novo e torna-se uma nova criatura, ou uma nova criação. Desse modo, os atos criativos de Deus incluem a criação espiritual, que tem lugar quando uma pessoa aceita a Jesus Cristo como seu salvador.
As obras criativas de Deus revelam as Suas características de maneira geral às Suas criaturas. A criação dá-nos consciência da eterna grandeza e da majestade de Deus, bem como de nossa pequena importância em comparação com Ele. O conhecimento da natureza e do poder de Deus, revelados através da criação de todas as coisas, deveria levar-nos a glorificar a Deus.

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segunda-feira, 1 de maio de 2017

A Doutrina de Deus - 13.


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Deus ama profundamente a você e a mim. E Ele demonstra isso não somente por meio de palavras e de promessas, mas também por meio daquilo que Ele faz. Nada existe que possamos fazer para merecer o amor de Deus. Coisa alguma que possamos dizer ou fazer é capaz de obrigar Deus a amar-nos. Mas, amar simplesmente faz parte da Sua natureza. Ele ama ao mundo. Ele nos ama.
Deus mostra, de maneira prática, o quanto Ele nos ama. Algumas pessoas alistam a bondade, a misericórdia, a paciência e a fidelidade como atributos separados de Deus, mas consideramos essas qualidades como aspectos de Seu amor. Provavelmente, você será capaz de pensar em outros aspectos do amor de Deus, os quais poderiam ser acrescentados a essa lista. Esses atributos mostram-nos quão importantes nós somos para Deus. Eles fazem-nos lembrar o quanto Ele está interessado em nós.
Nas páginas do Antigo Testamento, com freqüência Deus é descrito como um grande e poderoso guerreiro. Ver Deus ali como amoroso, é algo profundamente emocionante. Um dos mais admiráveis exemplos do Seu amor mostra o Senhor como um irado destruidor, prestes a punir uma cidade ímpia. No entanto, Ele reluta – Ele recua. Por que Deus não prosseguiu com o Seu plano de destruir? Afinal de contas, as muralhas já cederam e nada mais é capaz de impedir o castigo. No entanto, há alguma coisa que O deteve – é o Seu amor por aquela gente má. Eis o que Ele declarou: “E busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro e estivesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; mas, a ninguém achei” (Ezequiel 22.30). Se alguma pessoa justa estivesse ali, para rogar pela misericórdia de Deus, Deus teria poupado a cidade. Quanto amor Deus demonstra aos homens!
Davi, Isaías e Jeremias apresentaram Deus como um pai. Que interesse um bom pai demonstra por seus filhos, que levou esses homens a fazerem tal comparação? Deus disse que se compadece de Seus filhos, lembra-se que eles são apenas pó, incapazes de se defenderem (Sl 103.13,14). Isaías concebia-o como um pai redentor (Isaías 63.16; 64.18). E Jeremias via a Deus como um pai que, após ter castigado a seus filhos desobedientes, haverá de reconduzi-los à sua terra (Jeremias 31.7-9).
No Novo Testamento encontramos o exemplo supremo do amor de Deus. Quando Jesus veio a este mundo para pagar pela pena imposta por causa dos nossos pecados, Ele revelou qual é o terrível salário do pecado: a morte. Ele providenciou a nossa salvação, mas a um custo que ninguém pode calcular – a Sua própria vida (Jo 3. 16,17). Visto que Deus nos ama tanto, sabemos que Ele jamais permitirá que qualquer coisa nos aconteça na vida que Ele não possa fazer redundar em nosso bem final, se, porventura, O amamos. Podemos estar certos de seu amor, sem importar quais sejam as nossas circunstâncias externas. O Seu amor haverá de livrar-nos do temor e de Seus tormentos (1 Jo 4.18 e 2 Tm 1.7).
O trecho de Ezequiel 18.1-32 revela o grande amor que Deus tem pelo Seu povo. Apesar deles, algumas vezes, não reconhecerem a razão para as suas dificuldades, Deus lhes esclarece que o que quer deles é um serviço obediente. O julgamento é feito para chamar a sua atenção, e para produzir cura e restauração no relacionamento deles com Deus. Os versículos 31 e 32 indicam o profundo amor de Deus por Israel e o Seu interminável desejo pela salvação de Seu povo.
Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes, e criai em vós um coração novo e espírito novo; pois, por que razão morrereis, ó casa de Israel? Porque não tomo prazer na morte do que morre, diz o Senhor Jeová: convertei-vos pois e vivei”.
A obra da Criação de Deus.
Consideraremos agora as obras de Deus: 1) Seus atos criativos; 2) Seu governo soberano do universo, que inclui a manutenção ou preservação da Sua criação; e 3) Sua providência que executa o seu eterno propósito. Em primeiro lugar, examinaremos aquilo que a Bíblia ensina sobre a criação de todas as coisas por Deus.
As pessoas, com freqüência destacam-se na história não por causa do que elas são, mas pelo que elas fizeram . Poe exemplo, madame Marie Curie não se tornou famosa por ser membro de uma família real, mas por que era médica, química e descobriu o rádio e o polônio.
Em contraste o Ser Supremo do universo é importante para nós por aquilo que Ele é. Ao mesmo tempo o que Deus faz (as Suas obras) reveste-se de grande importância para nós. A primeira obra de Deus foi a criação do universo, Veja os capítulos um e dois do livro de Gênesis. Mediante o exercício do Seu poder de criar, Deus trouxe a existência o universo inteiro, visível e invisível. Isso inclui os sistemas do universo material (o sol, a lua, as estrelas, os planetas, os cometas, etc.), e também todas as ordens de seres, incluindo os seres espirituais, excetuando unicamente a Ele mesmo. Essa criação é claramente declarada nas Escrituras, conforme veremos.

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sexta-feira, 24 de março de 2017

A Doutrina de Deus - 12.


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A santidade de Deus é o tema também de muitas passagens do Novo Testamento. Já vimos no Antigo Testamento vários exemplos do fato das pessoas não terem acesso direto a Deus, como também não conseguirem esse acesso por meio dos seus esforços. No Antigo Testamento, um sacerdote santificado aproximava-se da presença de Deus, a fim de fazer expiação pelos pecados do povo. Mas agora uma expiação definitiva foi feita através do sacrifício do próprio Filho de Deus, Jesus Cristo. De acordo com Romanos 5.2: (“Foi Cristo quem nos deu, por meio da nossa fé, esta vida na graça de Deus. E agora continuamos firmes nessa graça e nos alegramos na esperança de participar da glória de Deus” - NTLH);
e Efésios 2.13-18: (“Mas agora, unidos com Cristo Jesus, vocês, que estavam longe de Deus, foram trazidos para perto dele pela morte de Cristo na cruz. Pois foi Cristo quem nos trouxe a paz, tornando os judeus e os não-judeus um só povo. Por meio do sacrifício do seu corpo, ele derrubou o muro de inimizade que separava os judeus dos não-judeus. Ele acabou com a lei, juntamente com os seus mandamentos e regulamentos; e dos dois povos formou um só povo, novo e unido com ele. Foi assim que ele trouxe a paz. Pela sua morte na cruz, Cristo destruiu a inimizade que havia entre os dois povos. Por meio da cruz, ele os uniu em um só corpo e os levou de volta para Deus. Assim Cristo veio e anunciou a todos a boa notícia de paz, tanto a vocês, os não-judeus, que estavam longe de Deus, como aos judeus, que estavam perto dele. É por meio de Cristo que todos nós, judeus e não-judeus, podemos ir, pelo poder de um só Espírito, até a presença do Pai.” - NTLH);
se quisermos nos aproximar de Deus, isso terá de ser feito mediante os méritos de Jesus Cristo. O trecho de 1 Pedro 3.18: “ Pois o próprio Cristo sofreu uma vez por todas pelos pecados, um homem bom em favor dos maus, para levar vocês a Deus. Ele morreu no corpo, mas foi ressuscitado no espírito,” - NTLH), nos ensina que todas as nossas imundícias e injustiças são cobertas e expiadas pelo nosso reto Salvador, para que possamos chegar a presença do Deus santo. Portanto os trechos citados acima ensinam-nos que a única maneira de chegarmos à santa presença de Deus é através da expiação provida por nosso Senhor Jesus Cristo.
Não podemos falar sobre a santidade de Deus, sem também mencionarmos a Sua retidão e a Sua justiça. Muitos estudiosos da Bíblia classificam essas duas qualidades como atributos separados da Deidade; mas a retidão e a justiça são resultados diretos da santidade de Deus. Esses são aspectos de Sua santidade, vistos no Seu relacionamento com as pessoas.
Em primeiro lugar, a santidade divina se expressa mediante a retidão. Deus estabeleceu neste mundo um governo moral. Isso significa que Ele decretou leis justas (eqüitativas e certas), sob as quais as pessoas devem viver. Em segundo lugar, a santidade de Deus se expressa mediante a Sua justiça. Deus administra as Suas leis com equidade; Ele recompensa aqueles que obedecem e castiga aqueles que desobedecem a essas leis.
A retidão divina é demonstrada por seu amor à santidade em Seu povo. Deus não somente é santo; mas também requer que o Seu povo seja santo. Sua justiça é demonstrada pelo fato dEle julgar o pecado. Visto que Deus não pode tolerar o pecado, por isso mesmo deve punir aqueles que pecam. Deus exige de mim, depois de eu me tornar crente e abandonar os meus caminhos pecaminosos, que eu seja santo e que eu compartilhe de Sua santidade.
A santidade é uma qualidade da vida cristã que envolve mais do que não fazer o que é errado. Ela se expressa sob a forma de ações corretas, quando fazemos aquilo que o amor de Deus leva-nos a fazer pelas outras pessoas. Isso produz em nós o interesse pelas pessoas que nos cercam. Por exemplo, podemos manter a nossa obediência a Deus enquanto ministramos às necessidades de outras pessoas. Não precisamos transigir os princípios cristãos a fim de servir a outras pessoas. A parábola que Jesus contou, registrada em Lucas 10.29-37, ilustra o ideal cristão (o padrão da perfeição) com o qual deveríamos nos identificar. E, ao mesmo tempo, demonstra o tipo de atividades que exprime o nosso ideal, de maneira prática, no trato com os nossos semelhantes. O único dos três indivíduos citados na parábola narrada em Lucas 10.29-37 que expressa o ideal da santidade cristã em suas ações é o samaritano, pois ele mostrou que fazia o que é direito. Aplicou à vida os princípios que defendia.
Conforme podemos ver em Hebreus 12.10 e 14: (“Os nossos pais humanos nos corrigiam durante pouco tempo, pois achavam que isso era certo; mas Deus nos corrige para o nosso próprio bem, para que participemos da sua santidade. Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”), a Bíblia exorta cada um de nós a viver uma vida santa ou separada. Uma pessoa pode obedecer a esse mandamento e ao mesmo tempo, envolver-se na vida da comunidade, conforme Jesus ensinou em Mateus 5.13-16. Esse trecho bíblico ensina que não devemos perder a nossa santidade, mas antes devemos servir de exemplo para as outras pessoas. Dessa maneira, um crente não haverá de envolver-se com aquilo que o Novo Testamento não permite. Não obstante, o crente fará tudo quanto estiver ao seu alcance, a fim de servir aos seus familiares e vizinhos, mostrando que se interessa por eles.

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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

A Doutrina de Deus – 11.
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Deus: Suas Características Morais e Suas Obras.
Você já ficou perturbado e repleto de dúvidas e indagações, ao ler no jornal à respeito de alguma grande tragédia ocorrida na vida de um crente? Você já viu pessoas más obterem grande sucesso ou riqueza mediante práticas desonestas e perguntar porque Deus permite tais coisas? Com freqüência as nossas mentes se sentem perturbadas, ao vermos injustiças e então indagamos por que motivo Deus deixa tais coisas acontecerem.
Quando compreendemos mais claramente as características morais de Deus – Seu amor e santidade – e como Ele atua nesse mundo, então descobrimos que há um propósito para todas as coisas que acontecem conosco. O alvo de Deus é preparar-nos para o Seu reino eterno e Ele mostra-se ativo em nossas vidas, para atingir esse alvo.
Nesse post veremos as características morais de Deus e veremos que Aquele que nos criou mantém-se ativo em Sua criação, provendo tudo quanto é necessário para conduzir-nos ao Seu reino. Contudo, Ele permite que tomemos as nossas próprias decisões e que arquemos com a responsabilidade pelas escolhas que fazemos. Abramos a Ele os nossos corações, enquanto consideramos, o quanto Ele nos ama e como Ele governa a Sua criação.
As características morais de Deus são as características reveladas no trato de Deus com os homens e as mulheres, e incluem a santidade e o amor de Deus. Vejamos em primeiro lugar a santidade de Deus.
Através de que característica você gostaria de ser conhecido em sua vizinhança? Por ser mão fechada? Por gostar de falar mal da vida alheia? Por ser uma pessoa boa? Por ser amável com os outros? Deus interessava-se em ser conhecido entre as nações por uma de Suas características específicas. Ele queria ser chamado de “O Santo” (veja Ez 39.7: “Farei conhecido o meu santo nome no meio do meu povo de Israel e nunca mais deixarei profanar o meu santo nome; e as nações saberão que eu sou o SENHOR, o Santo em Israel.” – RA).
Temos aprendido que é impossível Deus incorrer em algum equívoco intelectual, porquanto Ele sabe todas as coisas. Por causa de Sua santidade, também é impossível que Ele caia em algum erro moral. A santidade é a característica de Deus que exprime a perfeição de tudo quanto Ele é. A santidade é a base de todas as Suas ações. Assim sendo, tudo quanto Deus faz é direito e bom.
A palavra santidade contém a idéia de separação. O perfeito ser divino está separado de todas as pessoas malignas e de todo o mal, estando exaltado muito acima de tudo isso. No entanto, embora Deus seja perfeitamente santo e separado de Suas criaturas, Ele mantém um certo relacionamento com o seu povo por causa do que está sempre perto deles. Mais adiante veremos como isso é possível.
Podemos observar a santidade de Deus em cada uma de Suas atitudes e ações. A santidade de Deus inclui o amor por aquilo que é bom e Seu ódio por aquilo que é mau. Portanto, o Senhor deleita-se na probidade e na bondade e Ele se separa do mal e o condena.
O fato de Deus se separar das pessoas é algo necessário, por causa da pecaminosidade humana. Essa verdade é salientada por muitas vezes no Antigo Testamento. Deus disse para Moisés levantar uma cerca em redor do Monte Sinai (Ver Ex 19.12,13,21-25: “Marcarás em redor limites ao povo, dizendo: Guardai-vos de subir ao monte, nem toqueis o seu limite; todo aquele que tocar o monte será morto. Mão nenhuma tocará neste, mas será apedrejado ou flechado; quer seja animal, quer seja homem, não viverá. Quando soar longamente a buzina, então, subirão ao monte”. “ e o SENHOR disse a Moisés: Desce, adverte ao povo que não traspasse o limite até ao SENHOR para vê-lo, a fim de muitos deles não perecerem. Também os sacerdotes, que se chegam ao SENHOR, se hão de consagrar, para que o SENHOR não os fira. Então, disse Moisés ao SENHOR: O povo não poderá subir ao monte Sinai, porque tu nos advertiste, dizendo: Marca limites ao redor do monte e consagra-o. Replicou-lhe o SENHOR: Vai, desce; depois, subirás tu, e Arão contigo; os sacerdotes, porém, e o povo não traspassem o limite para subir ao SENHOR, para que não os fira. Desceu, pois, Moisés ao povo e lhe disse tudo isso.” - RA). Ele queria que a nação de Israel percebesse que os homens, que são pecadores, precisam estar separados do Deus santo.
A separação entre Deus e os pecadores também pode ser vista no simbolismo da tenda, ou tabernáculo, que Deus disse para Moisés levantar no deserto. Um aposento muito especial do tabernáculo era fechado com cortinas (ver Ex 26.33: “Pendurarás o véu debaixo dos colchetes e trarás para lá a arca do Testemunho, para dentro do véu; o véu vos fará separação entre o Santo Lugar e o Santo dos Santos” - RA). Somente uma pessoa tinha permissão de entrar nesse aposento do tabernáculo, um sacerdote santificado, que podia entrar ali uma vez por ano, a fim de borrifar sangue sobre o propiciatório (ver Lv 16). O Sumo Sacerdote assim fazia para a expiação pelos pecados do povo, na presença do Deus santo. Dessa maneira, o povo podia ver o quanto Deus odiava os seus pecados.
Há muitas referências no Antigo Testamento que salientam a santidade divina. Os trechos de Is 59.2 e Hc 1.13 ensinam que o pecado afasta Deus das pessoas pecaminosas, como também separa essas pessoas de Deus. As passagens de Jó 40.3-5 e Isaías 6.5-7 mostram-nos que quando temos uma verdadeira compreensão sobre a santidade de Deus, também percebemos quão horrenda coisa é o pecado. Quando percebemos a ilimitada santidade de Deus, isso cria em nós a tristeza por causa do pecado, a confissão do pecado e a humildade.

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

A Doutrina de Deus - 10.


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3. a onisciência divina. Basta um passo para passarmos da onipresença para a onisciência divina – o conhecimento que Ele tem de todas as coisas. Os seres humanos com freqüência trabalham arduamente para desvendar os fatos. À medida em que estudamos para obter conhecimentos, acumulamos fatos, mas por muitas vezes quanto mais estudamos, mas percebemos que pouco sabemos.
Deus não enfrenta esse tipo de problemas. Ele sabe todas as coisas. O governante do universo tem consciência sem limites. Esse é um fato impossível de entendermos plenamente e, no entanto, é essencial para a nossa fé na perfeição de Deus. Como é lógico, Ele deve saber tudo quanto realmente é fato, e tudo quanto é apenas possível. De outra maneira Ele teria que estar continuamente aprendendo aquilo que ainda não tivesse aprendido e ajustando a isso, os Seus planos e propósitos.
Visto que Deus sabe todas as coisas, Ele é capaz de dizer o que vai acontecer no futuro, muito antes que elas aconteçam. Por essa razão é que tantos acontecimentos são preditos nas Escrituras. Isso não significa que o Eterno toma as decisões sobre o que acontecerá conosco. Ele simplesmente sabe quais serão as nossas decisões, antes que elas ocorram. E, visto que Ele pode prever, então também pode predizer o que acontecerá no futuro. Mas o fato que Ele predisse não significa que Ele arbitrariamente predeterminou ou decidiu de antemão, o que haverá de ter lugar.
O fato de Deus saber todas as coisas deveria fortalecer a nossa fé, quando estamos em meio a alguma provação muito séria, porquanto Ele sabe as causas e o que sucederia com cada uma das soluções que poderíamos considerar. Desse fato podemos obter uma grande segurança, enquanto buscamos a sua orientação, acerca das corretas soluções para os nossos problemas.
Saber que Deus sabe todas as coisas deveria fazer-me voltar para Ele, pedindo orientação quanto as decisões que preciso tomar; Se Deus não soubesse todas as coisas, seria imperfeito; A Onisciência indica saber tudo quanto há para ser conhecido, incluindo um perfeito conhecimento sobre o passado, o presente e o futuro.
4. a sabedoria de Deus. Muitos cientistas têm um impressionante cabedal de conhecimentos; mas todo o conhecimento que os homens têm não serve para resolver os problemas da sociedade humana. As pessoas simplesmente não possuem a sabedoria necessária para saber como devem aplicar o conhecimento aos problemas, de modo tal que elas possam viver juntas, em paz e prosperidade.
A sabedoria não é a mesma coisa que o conhecimento. A sabedoria sonda o conhecimento, a fim de descobrir o mais elevado propósito possível, e então usa o melhor meio para concretizar esse bem. Visto que Deus é todo sábio, Ele faz bem todas as coisas. Em Sua perfeita sabedoria, Ele conferiu-nos a Sua Palavra, a Bíblia, a fim de guiar-nos em tudo quanto fazemos. Se vivermos conforme a Sua orientação, conforme está registrado em Sua Palavra, haveremos de beneficiar-nos da Sua sabedoria e ainda seremos abençoados por Ele.
Às vezes, não conseguimos perceber a sabedoria de Deus ao permitir que certas coisas aconteçam em nossas vidas. Antes de tudo, precisamos relembrar que Deus permite que façamos as nossas próprias escolhas; e, se essas decisões não estiverem de acordo com a Sua vontade, então haveremos de cair em problemas. Outrossim, devemos lembrar que vivemos em um mundo pecaminoso e que, tanto os crentes como os não-crentes, ocasionalmente tornam-se vítimas de desastres naturais e de ações más de outras pessoas, neste mundo contaminado pelo pecado.
O Senhor não é obrigado a explicar-nos exatamente porque razão as coisas acontecem da maneira como acontecem. Ele pode permitir certos acontecimentos por razões que desconhecemos inteiramente. Mas, conforme o trecho de 1 João 4.18 (“No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.” - RA), o perfeito amor elimina todo o temor. Podemos confiar plenamente em Deus, sob todas as circunstâncias possíveis, sabendo que em Sua infinita sabedoria, Ele fará com que todas as coisas contribuam justamente para o nosso bem e para a Sua glória. Veja Romanos 8.28: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”- RA.
Trechos bíblicos como os de Salmos 104.24-30 e de Jeremias 10.12 lembram-nos que podemos ver a sabedoria de Deus através das coisas que foram criadas. Foi preciso um planejamento muito bem feito para concretizar todo o intrincado desígnio da natureza. É impressionante examinarmos uma pena de ave. Cada minúscula porção foi planejada para alguma função especial durante o vôo, ou a fim de protegê-la. Quando examinamos o esqueleto de uma ave, descobrimos que os ossos maiores são ocos e cheios de ar, capaz de fazer a pequena criatura pairar no ar. E o filhotes de qualquer espécie de ave tem a mesma estrutura. Esse é apenas um pequeno exemplo da grande sabedoria de nosso Deus.
Devemos nos sentir abençoados, ao observarmos que Deus também pôs a nossa disposição a Sua sabedoria, para os momentos de necessidade. Não importa o que temos de enfrentar hoje, ou teremos de enfrentar amanhã, na semana que vem ou no próximo mês. A passagem de Tiago 1.5 diz-nos que não devemos duvidar, mas antes devemos pedir sabedoria, porquanto Deus é generoso e gracioso, quando se trata de dar algo ao seu povo.

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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

A Doutrina de Deus - 09.


Continuação do post anterior.
Os Atributos Naturais de Deus.
Chamamos de teólogos àqueles que se especializam no estudo sobre Deus. Você e eu talvez não sejamos considerados teólogos, mas temos todo o direito de estudar e analisar as doutrinas ou ensinamentos sobre Deus, para que possamos compreendê-lO melhor e amá-lO melhor. É importante considerarmos não somente a Sua natureza, mas também, as Suas características, nessa aventura de procurar conhecê-lo melhor. Os teólogos chamam essas características de atributos. Os atributos simplesmente referem-se àquelas qualidades que são associadas a alguém, descrevendo-o. Os atributos de Deus explicam por que Ele age como faz, e assim sabemos o que podemos esperar da parte dEle. Os seus atributos incluem a onipotência, a onipresença, a onisciência e a sabedoria. Em primeiro lugar consideremos a onipotência divina.
1. A onipotência divina. A esposa de Abraão, Sara, já havia viajado muito em sua vida. Ela tinha visto Yahweh fazer coisas grandes e maravilhosas em favor de seu marido e em seu próprio favor. Como noiva ela poderia ter ganhado um concurso de beleza; mas agora, a encarquilhada e idosa senhora estava vergada de preocupações. Ela riu quando viu o celeste visitante dizer que em breve, estaria grávida pela primeira vez. Impossível! Você acusaria a atitude de Sara? Contudo, o visitante celestial perguntou: “Haveria coisa alguma difícil ao Senhor?” (Gn 18.1-15).
O Senhor estava lembrando Abraão e Sara acerca de Sua onipotência – o fato de que Ele é Todo-Poderoso. Deus pode fazer qualquer coisa! Esse poder absoluto transparece das Escrituras em relação ao seguinte:
1. A Criação (Gn 1.1).
2. A sustentação de todas as coisas por Sua poderosa palavra (Hb 1.3).
3. A redenção do povo (Lc 1.35,37).
4. Os milagres (Lc 9.43).
5. A salvação dos pecadores (1 Co 2.5; 2 Co 7.4)
6. O cumprimento de Seus propósitos quanto ao Seu reino (1 Pe 1.5).
Temos de relembrar, entretanto, que Deus não pode e nem quer fazer coisas absurdas (ridículas ou irracionais), não faz também coisas incoerentes com a Sua própria natureza.
Uma realidade perfeitamente coerente com a natureza divina é o fato dEle poder limitar as operações de Seu poder, se assim desejar fazê-lo. Para exemplificar: Deus dá a cada indivíduo a liberdade de escolher entre Ele e satanás. Deus não força pessoa alguma a ser salva, contra a sua própria vontade. Ele limita-se, permitindo que cada indivíduo tome a sua própria decisão.
Jeremias 32.17 diz acerca do Senhor: “Ah! Senhor Jeová! Eis que tu fizestes os céus e a terra com o teu grande poder e com o Teu braço estendido; não te é maravilhosa coisa alguma...” Mais adiante, o Senhor perguntou a Jeremias: “...seria alguma coisa maravilhosa para mim?” (Jr 32.27). Se compreendemos o imenso poder do nosso Deus, então nunca deveremos hesitar novamente em pedir a Sua ajuda em qualquer circunstância que tivermos de enfrentar,
2. A onipresença de Deus. Certo menino queria fazer algo de ruim, mas resolveu que seria melhor fazer a sua travessura debaixo de um telhado, a fim de que Deus, olhando lá do céu, não pudesse vê-lo. Qual característica divina aquele menino não compreendia? O fato que Deus é onipresente – Deus está presente, em todos os lugares, em todos os instantes. O salmista refere-se a isso no Salmo 139.7-10, que diz: “Aonde posso ir a fim de escapar do teu Espírito? Para onde posso fugir da tua presença? Se eu subir ao céu, tu lá estás; se descer ao mundo dos mortos, lá estás também. Se eu voar para o Oriente ou for viver nos lugares mais distantes do Ocidente, ainda ali a tua mão me guia, ainda ali tu me ajudas” - NTLH.
A onipresença de Deus não significa, entretanto, que Deus tenha o mesmo tipo de relacionamento com todas as pessoas. Ele haverá de revelar a Si mesmo, abençoar e encorajar aqueles que O amam e servem, mas haverá de repreender e castigar aqueles que se opõem a Ele. Deus também está no temporal, mas não da mesma maneira em que está com dois de seus filhos que sinceramente oraram pedindo Sua orientação. Veja Naum 1.3: “O SENHOR é paciente, mas poderoso e não deixa os culpados sem castigo. Ele anda pelo meio de tempestades e de ventos violentos; as nuvens são o pó que os seus pés levantam”.- NTLH; e Mateus 18.20: “Porque, onde dois ou três estão juntos em meu nome, eu estou ali com eles”.- NTLH.
O conhecimento de que Deus está sempre presente, pode ajudar-nos e encorajar-nos nas tribulações, porquanto sabemos que Deus está ali para fortalecer-nos e guiar-nos. Entretanto, a sua presença serve também para lembrar-nos de sermos muito cuidadosos quanto à maneira como vivemos, porquanto Deus vê tudo quanto fazemos de bom ou de ruim. Temos a responsabilidade de servir a Deus de maneira aceitável, em todos os lugares e em todos os momentos, porquanto Ele está ali.
Também deveríamos lembrar que não podemos usar os nossos próprios sentimentos como uma medida de presença de Deus conosco. Sem importar como nos sentimos, Deus está conosco. Suponhamos que uma menininha começasse a chorar no escuro e que sua mãe lhe garantisse que estava com ela. Talvez a menina pensasse que precisaria ver sua mãe, para saber que ela estava perto. Mas sem importar se ela poderia ver sua mãe ou não, isso em nada alteraria o fato da presença dela. Assim também acontece conosco. Sem importar se podemos sentir ou não a presença de Deus conosco, a Bíblia ensina-nos que Deus está em toda parte. Ter conhecimento desse fato é bastante para mantermos uma atitude de louvor, para encorajar-nos o tempo todo.
Continua no próximo post.